Conservadorismo tecnológico, até que ponto?

Ultimamente tenho me deparado com algumas questões relativas à adoção de novas tecnologias. No momento não estou falando especificamente de uma tecnologia, mas sim no geral.

Qual aplicação realmente precisa de um uptime de 99,99999999…99999%? Poucas? Muitas? Eu diria que quase nenhuma! Por exemplo esse blog, ou outros blogs. Que diferença faz se o Dreamhost cai (pelo menos) uma vez por mês (seria por semana?), deixando meu site fora do ar por algumas horas? Nesse caso pra mim nenhuma, ninguém morreu por isso. Pelo menos não que eu saiba. Se você conheceu alguém que morreu porque não conseguiu acessar meu blog, me informe urgentemente para eu trocar logo de host, ou muitas outras poderão morrer também! :)

É claro que sempre achamos muito ruim quando necessitamos utilizar aquele serviço e, na hora h, está fora do ar… Se por isso você perdeu dinheiro, então está na hora de buscar outro compatível que dê a você o uptime de que necessita ou poderá perder mais ainda, certo?

O grande ponto que gostaria de alcançar é: até que ponto vale a pena a adoção de uma tecnologia mais antiga visando a imaginária segurança da robustez em detrimento de uma mais moderna que traga vantagens de produtividade e recursos? Claro, ninguém possui a resposta para todos os casos, cada um deve ser analisado à parte, levando em consideração todos os fatores envolvidos.

O fato é que em nossas vidas utilizamos software beta o tempo todo! Será que algum dia existirá um software verdadeiramente estável?

26.09.2007 01:44 PM

7 Responses to “Conservadorismo tecnológico, até que ponto?”

  1. Rodolfo Figueira Says:

    Interessante o questionamento. Fico pensando em termos de sistemas proprietários que servem aos seus clientes por um determinado período de tempo, e lá na frente são substituídos pela próxima onda de novas tecnologias e upgrades.

    Fazendo um paralelo com nossas vidas, temos que buscar sempre um aprimoramento seja ele profissional, pessoal, espiritual, enfim, qualquer *al que seja possível melhorar. Dessa forma, penso que sejam as tecnologias, é possível melhorá-las sempre caso haja interesse de fato. Existem outros fatores que podem determinar essas melhorias também, mas em geral, necessidade.

    Dessa forma, podemos concluir que nossa vida é um beta. E que somos todos beta-testers.

    :-)

  2. Taner Says:

    Tchê, fiz um post no meu blog dias atrás sobre algo estranho que aconteceu com um projeto Rails que eu estava fazendo.

    Na ocasião comentaste que não se usa namespaces para modelos. Estava lendo o livro “Agile Development With Rails”, escrito pelo Dave Thomas e pelo David Hansson e eles mesmos propõe a divisão em subdiretórios quando teu projeto possui muitos modelos, utilizando o seguinte comando:

    script/generate model admin::usuario

    ou

    script/generate model content::post

    Naquela ocasião meus arquivos acabaram duplicados, ainda não sei a razão, mas acho que podemos usar sem trauma os modelos dentro de subdiretórios em /app/model.

    Abraço e boa sorte.

    Taner

  3. Ville Says:

    Isso não seria um dos males da Internet? Pense só sobre isso: No tempo do DOS, Windows 3.1, Linux de disquete, você via o nome “beta” nos softwares que voce utilizava? Não! Davam problema por conta de bugs esquisitos? As vezes… mas em geral, não também. Ao meu ver, “beta” virou desculpa pra “deixar pra depois”, antes isso era jargão interno nas empresas… e hoje em dia, nada como testar seus softwares por usuários de verdade (isso já não é um mal da Internet)! Confuso… =D

  4. Duim Says:

    Não existe software estável. Seremos eternos beta testers ever.

    E isso é muito bom. No ponto de evolução da manutenção do software como também analisando toda a interoperablidade de relacionamento ferramenta-usuário. Por isso que eu amo software livre. =]

  5. RafaWalter Says:

    Um professor de engenharia de software dizia que é matematicamente impossível existir software sem bug. São muitas condições e variáveis envolvidas para que isto ocorra.

    O que existe são softwares onde os bugs que nos incomodam foram resolvidos.

    A pergunta que fica é como produzir software com cada vez menos bugs, evitando efeitos colaterais a cada funcionalidade que adicionamos ou bug que corrigimos.

    Também é importante reduzir o custo/esforço necessário para publicar e distribuir versões novas de nossos softwares.

    Podemos não estar imunes aos bugs, mas é importante estar caminhando na direção certa.

    Por isso levanto a bandeira: Viva o TDD! Viva ao one-click-deploy, sistemas web e ao tecnologias como o Java Web Start!

    []’s

    Rafiu (Trocando bugs velhos por bugs novos…)

  6. Paulo Cassiano Says:

    Olá.

    Não conhecia teu blog, este é o primeiro post que leio.

    Queremos os serviços 100% do tempo no ar, mas sabemos que este índice não existe… Mesmo assim, acho que vale a pena manter o Dreamhost, pois são poucos que suportam Rails…

    Eu ainda não tenho host, mas vou considerá-los quando for subir meu sistema. Você sugere outro?

    Forte abraço,

  7. Sylvestre Mergulhão Says:

    Paulo,

    Não recomendo o Dreamhost se você realmente precisar ter um bom uptime. A cada deploy que eu faço é a minha aplicação por alguns minutos fora do ar.

    Sem contar os caches doidos que o Dreamhost(ou outro proxy maluco que esteja pelo caminho, mas não na minha rede!) faz onde eventualmente como mágica as requisições simplesmente não chegam no controlador do Rails(ou seja: não aparece nem no log de produção), mas continuam aparecendo no navegador depois de F5, limpeza de cache, restart de máquina e etc.

    Se quer um bom uptime, e ter o controle na sua mão, procure por um vps e tenha uma pessoa que saiba administrar e configurar um Linux ao seu lado. Se não é para tanto ou financeiramente não vale a pena, procure por um host que suporte Rails em mongrel, acho que o railsplayground possui um plano assim.

    Um abraço!

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